1.
INTRODUÇÃO
Após
décadas de incontroláveis promessas sobre como aumentar a produtividade e a
qualidade do software, as organizações chegaram à conclusão que o problemas
principais eram a incapacidade e a inexperiência para gerenciar os processos de
desenvolvimento de software. Em muitas organizações, os projetos não cumpriam
os prazos planejados e os custos orçados, afetando os benefícios que o projeto traria.
Como resposta para esse ambiente caótico, foram desenvolvidos normas e modelos
de qualidade de software, como o propósito de melhorar o desenvolvimento de
aplicações em organizações que trabalham com tais tecnologias.
Esse
trabalho tem como objetivo mostrar a importância da adoção dessas normas e padrões
de software na obtenção da qualidade dos processos e certificações de produtos.
Além disso, será considerado as necessidades dos clientes, a qualidade do
produto de software, a qualidade do processo de desenvolvimento e o nível de
maturidade da organização. Será tomado com destaque os modelos CMM, TMM e TMMI.
2.
HISTÓRICO
A Crise do Software foi termo
utilizado nos anos de 1970 para expressar as dificuldades do desenvolvimento de
software frente ao rápido crescimento da demanda do mesmo, da complexidade dos
problemas a serem resolvidos e da inexistência de técnicas estabelecidas para o
desenvolvimento de sistemas que funcionassem adequadamente ou pudessem ser
validados. Projetos estourando o orçamento e o prazo, a baixa qualidade e o não
cumprimento dos requisitos desejados eram problemas frequente dos sistemas
encomendados pelo DoD - Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O modelo CMM surgiu durante a década
de 1980, produzido pelo SEI (Instituto de Engenharia de Software) da
Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, EUA, por um grupo de profissionais
de software. Foi instituído como um modelo para avaliação de riscos na
contratação de empresas de software pelo Departamento de Defesa dos Estados
Unidos que desejava ser capaz de avaliar os processos de desenvolvimento
utilizados pelas empresas que concorriam em licitações como indicação da
previsibilidade da qualidade, custos e prazos nos projetos contratados. Em
junho de 1987, ocorreu a liberação de uma breve descrição do modelo de
maturidade de processo de software. Em setembro do mesmo ano, foi lançada uma
versão preliminar do questionário de maturidade. Em
agosto de 1991, foi entregue a versão 1.0 do SW-CMM, e quase dois anos depois,
em fevereiro de 1993 foi divulgada a versão 1.1.
Com
o sucesso do SW-CMM, outros modelos semelhantes foram criados para demais
áreas, como por exemplo, Gestão de Recursos Humanos (People-CMM), Aquisição de
Software (SA-CMM) e Engenharia de Sistemas (SE-CMM). Entretanto, esses diversos
modelos apresentavam estruturas, termos e formatos diferentes, dificultando sua
aplicação conjunta. Como consequência dessa proliferação de modelos e padrões
em diversas áreas, foi criado o CMMI, com a finalidade de integrar os diversos
modelos CMM. Em agosto de 2000, foi criada a versão 1.0 e em novembro de 2010,
a versão 1.3.
O
TMMI nada mais é do que o complemento do CMMI. Seu objetivo deve ser usado de
maneira semelhante ao CMM, ou seja, fornecer um quadro para a avaliação da
maturidade dos processos de uma organização, e assim, proporcionar melhorias da
maturidade. O TMMI veio da necessidade de se ter um processo evolutivo e bem
definido de testes para as empresas já possuidoras do certificado CMMI (nível 2
ao 5), focando o objetivo dos testes na prevenção de defeitos e não na detecção
deles.