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sábado, 13 de dezembro de 2014

NORMAS E MODELOS DE QUALIDADE DE SOFTWARE: CMM, CMMI e TMMI

1. INTRODUÇÃO

Após décadas de incontroláveis promessas sobre como aumentar a produtividade e a qualidade do software, as organizações chegaram à conclusão que o problemas principais eram a incapacidade e a inexperiência para gerenciar os processos de desenvolvimento de software. Em muitas organizações, os projetos não cumpriam os prazos planejados e os custos orçados, afetando os benefícios que o projeto traria. Como resposta para esse ambiente caótico, foram desenvolvidos normas e modelos de qualidade de software, como o propósito de melhorar o desenvolvimento de aplicações em organizações que trabalham com tais tecnologias.

Esse trabalho tem como objetivo mostrar a importância da adoção dessas normas e padrões de software na obtenção da qualidade dos processos e certificações de produtos. Além disso, será considerado as necessidades dos clientes, a qualidade do produto de software, a qualidade do processo de desenvolvimento e o nível de maturidade da organização. Será tomado com destaque os modelos CMM, TMM e TMMI.

2. HISTÓRICO

            A Crise do Software foi termo utilizado nos anos de 1970 para expressar as dificuldades do desenvolvimento de software frente ao rápido crescimento da demanda do mesmo, da complexidade dos problemas a serem resolvidos e da inexistência de técnicas estabelecidas para o desenvolvimento de sistemas que funcionassem adequadamente ou pudessem ser validados. Projetos estourando o orçamento e o prazo, a baixa qualidade e o não cumprimento dos requisitos desejados eram problemas frequente dos sistemas encomendados pelo DoD - Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
            O modelo CMM surgiu durante a década de 1980, produzido pelo SEI (Instituto de Engenharia de Software) da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, EUA, por um grupo de profissionais de software. Foi instituído como um modelo para avaliação de riscos na contratação de empresas de software pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos que desejava ser capaz de avaliar os processos de desenvolvimento utilizados pelas empresas que concorriam em licitações como indicação da previsibilidade da qualidade, custos e prazos nos projetos contratados. Em junho de 1987, ocorreu a liberação de uma breve descrição do modelo de maturidade de processo de software. Em setembro do mesmo ano, foi lançada uma versão preliminar do questionário de maturidade. Em agosto de 1991, foi entregue a versão 1.0 do SW-CMM, e quase dois anos depois, em fevereiro de 1993 foi divulgada a versão 1.1.
Com o sucesso do SW-CMM, outros modelos semelhantes foram criados para demais áreas, como por exemplo, Gestão de Recursos Humanos (People-CMM), Aquisição de Software (SA-CMM) e Engenharia de Sistemas (SE-CMM). Entretanto, esses diversos modelos apresentavam estruturas, termos e formatos diferentes, dificultando sua aplicação conjunta. Como consequência dessa proliferação de modelos e padrões em diversas áreas, foi criado o CMMI, com a finalidade de integrar os diversos modelos CMM. Em agosto de 2000, foi criada a versão 1.0 e em novembro de 2010, a versão 1.3.
O TMMI nada mais é do que o complemento do CMMI. Seu objetivo deve ser usado de maneira semelhante ao CMM, ou seja, fornecer um quadro para a avaliação da maturidade dos processos de uma organização, e assim, proporcionar melhorias da maturidade. O TMMI veio da necessidade de se ter um processo evolutivo e bem definido de testes para as empresas já possuidoras do certificado CMMI (nível 2 ao 5), focando o objetivo dos testes na prevenção de defeitos e não na detecção deles.